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Já tiveste de mudar de casa? se sim, sabes a trabalheira que dá… encaixotar tudo, transportar, voltar a colocar tudo num novo espaço. Nesses momentos pensamos,

 

  • Como é que acumulei tanta coisa?
  • Já nem me lembrava que tinha isto!

Porque raio nos custa tanto livrar daquela prenda que nos deram num aniversário de há 10 anos atrás e que nunca usamos? Pensamos que estamos a desrespeitar a pessoa que nos ofereceu? Será que ela sequer se lembra de nos ter oferecido aquilo?

Vivo numa casa pequena, numa cidade grande e por isso cada centímetro de espaço é valioso. Nos últimos anos tenho-me desafiado a mudar o “chip” e a pensar racionalmente sobre cada coisa que tenho. Penso no motivo de ainda ter certas coisas, penso se agregam alguma coisa à minha vida. É um processo que chamo de purga e não imaginam o impacto que isso tem tido no meu dia a dia.

Ter a consciência perfeita do que tenho em casa e, mais importante ainda, saber onde as coisas estão, dão um sentido de controlo incrível. Torna as coisas mais fáceis.

Mas este tipo de pensamento não se resume ao recheio de uma casa, pode ser aplicado ao mundo digital, como ter um computador com um ambiente de trabalho limpo e um sistema de arquivo de ficheiros bem estruturado. Pode ser aplicado às relações pessoais, sendo mais criteriosos com as pessoas a quem dedicamos o nosso tempo. E pode claro, ser aplicado ao trabalho.

Se um cliente me disser que precisa que reenvie um ficheiro de há uns meses atrás, sei exatamente onde procurar. Porque cada coisa tem o seu lugar e não tenho de gastar energia a vasculhar um rol de pastas e arquivos com nome tipo “ficheiro-final-v5.pdf”. Ok, confesso que às vezes as coisas descambam, mas havendo um processo, retomar é sempre mais fácil.

Sempre que tenho um projeto em mãos uma das primeiras coisas a fazer é estruturar o projeto. Saber exatamente o que é essencial e o que é supérfluo.

Dar destaque ao que realmente importa e à mensagem que se quer transmitir.

De forma clara, simples e objetiva. Temos de conhecer bem o nosso negócio para poder decidir ao que queremos dar destaque.

 

Porque menos informação é mais destaque.

 

  Ervilhas

 

Se queremos dar destaque à ervilha, não a vamos misturar com as couves, espargos e pimentos, certo?

E tu, costumas focar a tua comunicação num só produto ou ideia de cada vez?